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CAMPANHA DE PREVENÇÃO DA SURDEZ EM SÃO LUIS - MA COM LEVANTAMENTO ESTATISTICO DOS CASOS DIAGNOSTICADOS. Antonio Marçal de Sousa Val, Carlos Alberto Silva Dias*, Eduarley Max Santos da Silva.
* Professor Adjunto IV - Mestre do departamento de Medicina II- UFMA
O problema da deficiência auditiva é um fato verificado em todas as faixas etárias, diferenciando-se apenas pelas causas que a acarretam em cada faixa etária. Com o objetivo de levantar os índices de hipoacusia na população de São Luis - MA, foi realizado o presente trabalho, apanhando populações de classes sociais distintas bem como de faixa etária diversas. Foram realizados 655 audiometrias, sendo que 261 foram realizadas no posto da APAE, onde verificou-se uma clientela com menor nível sócio-econômico-cultural, 257 audiometrias num shopping center da cidade, onde apresentou-se uma população com um melhor nivel sócio-econômico e 137 audiometrias foram realizadas num serviço de audiometria particular. Desses pacientes, após análise notou-se que houve um predomínio de algum grau de surdez nos pacientes que compareceram ao posto da APAE 82,38% dos pacientes referiam algum grau de hipoacusia, sendo que quando relacionados com exposição a ruídos, 72,27% dos pacientes relacionavam exposição a ruidos com hipoacusia. Neste posto o acometimento auditivo deu-se, na sua maioria, na faixa laborativa dos 20 aos 60 anos. Quando foi abordado a presença ou não de zumbidos notou-se a grande prevalência de acometimento, 69,35% desses pacientes referiam tal sintoma. Quando analisou-se isoladamente os dados obtidos no posto do shopping verificou-se uma diminuição do índice de pacientes com hipoacusia quando relacionados com o posto da APAE, visto que este público possui um melhor nível sócio-econômico. Neste posto verificou-se também um predomínio de pacientes do sexo feminino, como no posto anterior, com um alto índice de comprometimento por zumbidos. No grupo analisado no serviço particular, notou-se uma faixa considerável de crianças na faixa 0 a 10 anos, explicando o comprometimento audiológico por patologias tipo a rubéola, meningites, parotidites, etc. Neste posto verificou-se que 61,31%dos pacientes encontravam-se na faixa de normalida enquanto que dos 39,69% acometidos com algum grau de hipoacusia 83,02% apresentavam grau leve segundo Davis e Silvermann. Também verificou-se novamente a grande quantidade de pacientes na faixa etária laborativa como comprometimento pela exposição ao ruído, seja ocupacional ou não. O presente trabalho também tem a função de esclarecer a população sobre a prevenção da surdez- fator mais importante de tal estudo- seja através de abordagens nos récem-nascidos , como vacinas durante a gestação e cuidados no pré e pós-parto ou mesmo através de campanhas educativas visando a diminuição do acometimento auditivo por exposição ao ruído, nas fábricas, oficinas, ou mesmo nas inocentes festas onde o nível sonoro encontra-se bastante elevado.
CLIMATÉRIO (MENOPAUSA)E TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
Luciano Moreira Pinto
O climatério pode ser entendido como um fenômeno natural decorrente da falência ovariana, cursando com alterações endócrinas e metabólicas que podem causar doenças O climatério nem sempre é sintomático. Quando presentes, os sintomas constituem a chamada síndrome climatérica.
As repercussões negativas da insuficiência estrogênica do climatério podem ser tratadas ou prevenidas pela terapêutica de reposição hormonal (TRH), pois existem evidências de efeitos benéficos importantes, como a prevenção e o tratamento dos sintomas hipoestrogênicos, a proteção cardiovascular e a da doença de Alzheimer, assim como a redução da incidência de fraturas osteoporóticas, entre outras.
Embora a TRH estejam associados vários fatores benéficos, esta envolve riscos potenciais conhecidos e quantificáveis. O câncer do endométrio e das mamas é um dos aspectos que mais preocupam a todos. Porém é consenso atual que os benefícios da TRH superam seus riscos. Pontanto, antes de institui-la impõe-se a investigação preliminar. Da mesma forma, é necessário proceder à investigação intra-tratamento, no intuito de avaliar o impacto da hormonioterapia na mulher.
A duração da hormonioterapia é ainda discutível, conforme os objetivos a serem alcançados. No entanto, cumpre assinalar, por exemplo, que os benefícios cardiovasculares e esqueléticos são tanto melhores quanto maior for o tempo de uso.
Finalmente, a adesão à terapêutica depende essencialmente do relacionamento médico-paciente, da utilização de esquemas fáceis de assimilar, da orientação sobre a presença de sangramento, da correção dos efeitos secundários e da explicação minuciosa sobre a associação de TRH e câncer, desmitificando, com informação concisa e precisa, os efeitos menos benéficos dessa terapia.
GLAUCOMA
Luciano Moreira Pinto
O glaucoma é uma importante causa de cegueira no mundo todo e pode ser definido como uma neuropatia óptica crônica progressiva de etiologia diversa que cursa com alterações papilares e campimétricas características, cuja progressão pode ser impedida ou controlada pela redução da pressão ocular.
Portanto, o glaucoma pode ser melhor entendido como o estágio final de várias doenças que acometem o olho, primária ou secundariamente, causando uma elevação da pressão ocular. Sua elevação decorre, na maioria das vezes, da dificuldade de drenagem do humor aquoso no ângulo da câmara posterior.
Existem fartas evidências na literatura de que a pressão ocular elevada é o principal fator de risco, embora esta não seja sinônimo de glaucoma e o conhecimento de seu papel na fisiopatogenia da doença seja incompleto.
Todos os meios disponíveis atualmente para controlar o glaucoma, seja tratamento clínico, cirúrgico ou laser, visam reduzir a pressão ocular. Entretanto, essa redução não visa apenas o retorno da pressão a valores estatisticamente normais, mas sim evitar a instalação ou a progressão do dano glaucomatoso, preservando-se ao máximo a função visual do paciente. Como regra básica, quanto mais avançada a doença, mais baixa deve ser a pressão ocular.
O tratamento clínico é o inicial e deve ser instituído assim que a doença é diagnosticada. O diagnóstico precoce é decisivo, já que não existem meios disponíveis atualmente capazes de reverter as lesões já instaladas.
A terapêutica é iniciada com a prescrição de um agente hipotensor tópico, que pode ser associado a outro agente tópico ou a drogas sistêmicas, se houver uma necessidade de maior redução da pressão ocular.
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